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Ter um “celular do Pix” vale a pena?

As facilidades que os smartphones trouxeram mudaram nossa relação com vários processos, entre eles os do mundo financeiro. Mas isso também traz um risco. No caso de um assalto ou sequestro, como proteger seu dinheiro nesses aplicativos? Vale mais a pena investir em um “celular do pix”, exclusivo para operações financeiras, ou é melhor usar softwares de segurança no celular?

Muito se tem pesquisado sobre o termo “celular do Pix”, cuja proposta é ser um aparelho secundário, mais básico, para ficar em casa e ser usado exclusivamente para operações bancárias.

Dessa forma, ao ser abordado, assaltado ou sequestrado na rua, você não teria grandes riscos de o ladrão ter acesso aos aplicativos mais sensíveis e importantes. Contudo, outras questões podem ser levantadas a partir dessa estratégia.

A começar pela praticidade, como comentei anteriormente, os smartphones facilitam, em vários aspectos, nosso dia-a-dia. E, ao se limitar com um celular para ficar em casa, você perde essa praticidade no cotidiano, seja para fazer uma transferência, pagamento ou mesmo resgatar algum valor de emergência.

Outro fator importante nessa questão é a própria segurança de software dos “celulares do Pix”. Em sua maioria, os usuários buscam aparelhos baratos e mais acessíveis, afinal não terá grandes usos além dos aplicativos de banco.

Usar smartphones mais antigos ou modelos básicos, pode colocar você em risco quando eles pararem de receber atualizações. Temos exemplos de modelos de entrada que recebem apenas uma atualização após o lançamento. Assim, nos anos seguintes, eles já podem estar suscetíveis a ataques.

Além disso, mesmo o “celular do Pix” ficando apenas na sua casa, nada impede que ele seja levado durante o roubo de uma residência. Com isso, o bandido terá acesso a esse aparelho, que provavelmente não terá muitas camadas de proteção, ainda mais se for uma opção básica.

Como melhorar a segurança de seus aplicativos financeiros

Ter um segundo celular só para Pix pode não ser para qualquer um. Até porque, mesmo modelos básicos custam por volta de R$1.000. E, como vimos, pode não ser a melhor das estratégias.

Ainda que ela funcione, talvez não justifique desembolsar esse valor para um dispositivo que vai ficar parado e, de certa forma, dificultar a sua vida.

Por isso, mais vale reforçar a importância de investir nas medidas de segurança dos próprios aparelhos. Principalmente os topo de linha que possuem recursos especializados nisso. Dessa forma, você consegue ter mais controle de quem acessa os aplicativos e sabe como lidar caso se encontre numa situação de roubo.

Conheça algumas dicas de segurança para se proteger

  1. Crie um perfil secundário. Isso pode variar de modelo a modelo em celulares Android, mas basicamente o procedimento é semelhante entre eles. Basta ir em Configurações, depois Sistema, Vários Usuários e, depois, Adicionar Usuário.
  2. Tenha o IMEI do seu smartphone salvo ou registrado em algum local de fácil acesso. É com ele que você pode ligar para a operadora para bloquear o aparelho. Para identificar esse número, você pode procurar na caixa original do dispositivo ou então digitar no discador do telefone a sequência *#06#. Você também vai precisar do IMEI para fazer o boletim de ocorrência na polícia. Com ele, também é possível resetar o seu celular para as configurações de fábrica, assim as informações e aplicativos salvos são apagados.
  3. Diminua o tempo de bloqueio automático. Faça isso sempre que precisar ir à rua ou em locais mais perigosos. Assim, diminui a chance do ladrão conseguir acessar o celular caso você seja assaltado.
  4. Ative a senha do seu Chip. Será necessário entrar em contato com sua operadora para fazer esse procedimento.
  5. Desative notificações sensíveis na tela de bloqueio. Dessa forma evita que informações pessoais sejam lidas mesmo com o telefone desbloqueado.
  6. Em aplicativos financeiros não deixe seu CPF salvo ou registrado.
  7. Não salve senhas de bancos e outros acessos em blocos de nota. Isso torna a vida dos ladrões ainda mais fácil, já que, uma vez em posse do aparelho, eles facilmente descobrirão os logins e senhas dos aplicativos.
  8. Não armazene fotos de cartão de crédito. Tirar foto do cartão pode facilitar para fazer compras online sem precisar ficar procurando pela carteira. Entretanto, mais uma vez, isso expõem os dados mais sensíveis que você possui.
  9. Crie um e-mail específico para recuperação de senhas. Esse e-mail servirá para fazer a recuperação de senha dos aplicativos e outros acessos. O ideal é que ele seja usado em apenas me outros dispositivos e não no celular principal, seja um notebook ou celular sem uso.

Fonte: Canaltech

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