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Caso da “mulher da casa abandonada” e como foi ação da polícia

A ação policial ocorrida ontem à tarde na mansão onde mora Margarida Bonetti em Higienópolis, área nobre de São Paulo, contou até com uma rápida aparição da “mulher da casa abandonada”, tema de podcast da Folha de S. Paulo produzido por Chico Felitti. Com uma touca preta cobrindo a cabeça, Margarida caminhou pela varanda e foi até a janela que havia sido arrombada, já que se negou a abrir a porta para permitir que os agentes cumprissem o mandado de busca e apreensão. Apontava para o local, onde havia estilhaços de vidro com madeira quebrada, e gesticulava para os policiais enquanto falava.

A presença dela ali durou cerca de 30 segundos. Mas era como se Margarida Bonetti, a mulher acusada de ter mantido uma empregada em condições análogas à escravidão entre o fim da década de 1970 e o começo dos anos 2000 nos EUA, estivesse ali desde o começo da operação policial, que faz parte do inquérito que investiga se ela sofre de distúrbio psiquiátrico e se é vítima de abandono de incapaz.

Eram cerca de 15h30 quando viaturas da Polícia Civil chegaram ao local ao som de um helicóptero que sobrevoou aquela área nobre da capital paulista, pouco acostumada com a presença ostensiva das forças de segurança.

Em seguida, a rua pacata de Higienópolis já começava a ser ocupada por repórteres de TV, que atravessavam a via para se posicionar em frente à mansão.

Após conversar com os policiais, uma senhora que se identificou como advogada da família falou rapidamente pelo celular. Ao desligar, disse a um dos agentes: “Ela pediu uns 15 minutos para se arrumar”.

Era a confirmação de que Margarida Bonetti estava de volta à mansão após sair do imóvel por medo ao dizer que um tiro acertou uma das janelas, segundo depoimento dado à Polícia Civil no dia 11 de junho por Rosa Vicente de Azevedo, irmã dela que se apresentou como responsável pelo sustento de Margarida, incluindo alimentação, vestuário, calçados, dinheiro para compras e locomoção.

‘A casa é uma fortaleza’

Mas o período prometido para que permitisse a entrada dos agentes não foi cumprido. Em vez disso, Margarida mudou de ideia e passou a desafiar os policiais diante da alegação de que precisariam arrombar a porta, dizendo que “a casa era uma fortaleza”, segundo versão contada pelos agentes no local.

Enquanto ela conversava com um grupo de policiais pela janela nos fundos, outros agentes aproveitavam o momento de distração para forçar a entrada pela frente. Um chaveiro tentou abrir a porta, mas fracassou.

Um ‘corredor’ no meio do lixo e mau cheiro

Em seguida, os policiais partiram para o plano B e arrombaram a janela, diante da “vibração” de uma multidão que acompanhava a cena atrás de um cordão de isolamento. Contudo, havia ali um móvel de madeira impedindo o acesso, que precisou ser danificado para que os policiais pudessem entrar.

Após a entrada de duas policiais pela janela, a porta foi aberta para que o restante dos agentes pudessem entrar no imóvel para verificar as condições do local. Então, era possível ouvir a voz de Margarida aos gritos, identificada por quem acompanha o podcast.

“Ela ficou na minha frente dizendo ‘não entra, não entra, é minha privacidade’. Aí, percebeu que não tinha mais como evitar”, relatou a delegada Vanesa Guimarães. Os policiais saíam de lá relatando o mau cheiro de comida estragada e do acúmulo de lixo no primeiro piso. “Ela abre um corredor de passagem entre o lixo e o acúmulo, e a casa toda tem sujeira e todo tipo de acúmulo de lixo e sujeira”, relatou a delegada.

“Não dá para andar lá dentro, a condição é totalmente insalubre. A casa… Você não tem lugar no chão para pôr os pés”, acrescentou Luiz Carlos Zapparolli, investigador-chefe da 1ª Delegacia Seccional do centro.

Resgate de cão desnutrido e denúncia de agressão

Um cão aparentemente desnutrido foi retirado de lá. “Esse aqui a gente achou em condição totalmente assustada, tremendo, é difícil até de pegar, o cheiro é terrível”, disse Zapparolli sobre o cachorro. Um assistente do deputado estadual Bruno Lima (PP-SP), que participou do resgate do cão disse ter sido agredido por Margarida em meio à ação policial hoje à tarde.

Segundo o servidor público Bruno Gallo, Margarida teria dado uma “gravata”, golpe de estrangulamento, após ele retirar o animal de suas mãos. Em seguida, disse ter entregado o cachorro para Luisa Mell. “O ambiente era insalubre, e o animal precisa de assistência veterinária. A delegada pediu para ela entregar o cachorro. Mas ela não quis. Ela disse: ‘já tiraram dois [cães], não vão tirar o terceiro’. Quando fui pegar, ela me agrediu com uma gravata”, disse o servidor ao sair do imóvel, com a voz ofegante.

A história foi confirmada pela própria Luisa Mell, que saiu em seguida. “[Antes] ela pegou o cachorro das minhas mãos e colocou por dentro da blusa. Aí, eu falei: ‘gente, alguém pode fazer alguma coisa? Ela tá sufocando o cachorro’. Aí, ela bateu em um dos policiais. Eu só não apanhei também porque sai de lá correndo”, disse.

Luisa Mell já havia resgatado outros dois cachorros de Margarida em ação realizada na casa no início do mês. Tentou-se conversar com a advogada que representa Margarida e que acompanhou o cumprimento do mandado. Mas ela saiu do local pelos fundos e não falou com a imprensa.

Conforme o delegado Marcelo Palhares, a polícia verifica também se há condições para habitação do imóvel. “Constatamos na investigação energia elétrica ligada, água e luz funcionando, com contas sendo pagas. Então presume-se ambiente (para moradia)”.

Situação precária e ‘indícios de delírio’

A investigação foi aberta após a Polícia Civil receber ligações da vizinhança com relatos de que residia no imóvel “uma pessoa com problemas de saúde mental, e que estaria necessitando de ajuda”. A reportagem conversou com profissionais da área da saúde que ressaltam que não tiveram contato com Margarida —por isso, fizeram apenas uma análise com base em relatos que ouviram. O psicanalista Christian Dunker vê sinais de transtornos mentais em ações atribuídas a ela. “Há indícios de um processo delirante. Isso pode acontecer em vários transtornos mentais”, avalia. Ele cita o isolamento dela na mansão como uma forma de “proteção” em meio a um delírio, onde ela pensa estar sendo vítima de perseguição.

Fonte: Uol

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